Fundos financeiros, a solução dos adeptos
Por mais de uma vez a força dos adeptos dos clubes foi questionada, mas em tempos de dificuldades financeiras, ou administrativas, aqueles que todos os dias seguem a actividade do seu clube, pode ser a última solução para a sua salvação. A união dos adeptos de determinado clube, movidos por objectivos financeiros, nasce normalmente da insatisfação em relação ao destino que o clube está a tomar, nomeadamente em termos de gestão e administração.
Embora este fenómeno seja novo no mundo do futebol, a crise financeira tem sido a fonte de novas associações e organizações de adeptos, atentas ao desenvolvimento e gestão dos seus clubes. Nos últimos anos principalmente em Inglaterra surgiram organizações e associações de adeptos, que através de fundos financeiros procuram restituir aos seus clubes a estabilidade perdida. As mais antigas originaram mesmo outros clubes, mas as mais recentes têm um papel activo e interventivo, exigindo medidas administrativas drásticas e afirmando-se mesmo com alternativas de gestão.
Liverpool FC
Há mais de um ano que se discute a viabilidade financeira do Liverpool. Após a aquisição do clube por parte de dois milionários Americanos, dos constantes rumores de que o clube estava falido e por fim do aumento escandaloso do preço dos bilhetes, a insatisfação dos adeptos do Liverpool culminou com a criação de um fundo financeiro chamado “ShareLiverpoolFC“, que através de mais de 50.000 adeptos, têm como objectivo juntar o capital necessário para comprar as acções detidas pelos dois empresários.
Manchester United FC
O Manchester United embora sendo um clube com sucesso desportiva e financeiramente, também não escapa à insatisfação dos seus adeptos e em resposta à aquisição do clube pela família Grazer, os adeptos o United foram os primeiros a criar um fundo, na intenção de reaquirir o clube à família Americana. O “Manchester United Supporters Trust” com os seus mais de 30.000 associados, é a solução dos adeptos à aquisição do clube por estrangeiros.
Estes dois exemplos, revelam que os adeptos são os donos do jogo e embora muitas vezes esse facto seja esquecido pela nova vaga de gestores. É preciso lembrar que o futebol só existe pelos adeptos e para os adeptos, algo que tem sido menosprezado pelos maiores administradores do futebol Europeu e Mundial.











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Obrigado,
Wagner Sicchi
Realmente e sem dúvida alguma, “É preciso lembrar que o futebol só existe pelos adeptos e para os adeptos, algo que tem sido menosprezado pelos maiores administradores do futebol Europeu e Mundial”.
Contudo, não esqueçamos que, em contraste com o facto do poder de um clube ser “tomado de assalto” por um estranho, existe a realidade da injecção financeira de que o clube beneficiou, bem como o aumento de expectativas que à data, o clube talvez não tivesse.
É exemplo disto o mesmo o Chelsea F.C., clube mediano em Inglaterra, com poucos títulos até ao aparecimento do seu Presidente. Aliás, tenho dúvidas sobre a possível constituição de um fundo para comprar as participações sociais que o Presidente detenha.
Caso diferente será o do Manchester United e o Liverpool, grandes clubes ingleses e europeus em que os adeptos sentem-se “violados” por verem o seu património ser tomado por estrangeiros. Clubes que têm também uma história, cultura e passado recente algo diferentes dos restantes clubes.
Como adepto que sou, não posso deixar de ficar apreensivo caso uma pessoa singular ou colectiva conseguisse obter entrada directa para a administração do meu clube. Contudo, existem prós e contras, como em tudo na vida. Um lado positivo e negativo.
Trata-se de coadjuvar esses aspectos e analisar se será benéfico ou não para os clubes, sendo que quanto ao aspecto financeiro, não podemos ser ingénuos e pensar que não será uma lufada de ar fresco…
Caro Wagner Sicchi
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Para dar conta que linkei este interessante artigo no meu blogue.