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As 6 medidas para a criação de uma liga fantástica

25.01.09 · Gestão e Negócios · 5.600 Leitores · 7 Comentários


A crise económica mundial veio revelar fragilidades em campeonatos que todos julgavam imunes a problemas financeiros. A indústria do futebol é hoje uma realidade, no entanto a necessidade de criar normas que protejam o jogo e os adeptos, é mais que nunca uma das necessidades prioritárias para manter a competitividade desportiva e financeira. Embora ao nível organizacional não existam competições perfeitas e levando em conta que cada liga adopta as medidas que considera importantes para a sua realidade, existem medidas que a serem aplicadas impulsionariam a competitividade dos torneios, sem descurar a administração e a fiscalização financeira necessárias.

Reunimos algumas medidas que a serem implementadas tornariam qualquer liga de futebol melhor:

[1.] Começamos com a implementação do sistema Francês de controlo e gestão desportivo e financeiro. A DNCG (Direcção Nacional de Controle e Gestão) é um organismo independente ligado ao governo Francês, responsável pela fiscalização da gestão financeira dos clubes, relatórios e contas, análise jurídica e orçamental, que penaliza desportivamente os incumprimentos financeiros dos clubes.

[2.] A participação dos clubes nas decisões internas das suas ligas e associações é outra tema importante a nível administrativo das competições. Neste caso chamamos a atenção para a Premier League Inglesa, que divide a importância e peso de cada clube e o seu direito de voto nas decisões tomadas em assembleia, de acordo com a sua performance desportiva no último campeonato, respeitando a importância de cada clube e os seus interesses.

[3.] A implementação de meios tecnológicos no apoio à arbitragem, é uma medida de extrema importância e embora não esteja a ser implementada em nenhuma liga faz parte das medidas necessárias para a credibilização do jogo. A forma utilizada noutras modalidades, onde cada capitão de equipa poder contestar 3 decisões do árbitro por jogo, daria a utilidade à integração de um 5º elemento de arbitragem, que reveria os lances, aprovando ou modificando a decisão do árbitro de campo.

[4.] A integração de mais 50% de jogadores nascidos no país de origem da liga no 11 inicial de cada equipa, é mais uma medida importante para evitar a descaracterização dos campeonatos. Nos últimos meses o Presidente da FIFA Joseph Blatter tem lutado para a implementação deste sistema, no entanto os políticos não parecem interessados em acautelar a identidade dos torneios, vendo o desporto como um dossier de menor importância.

[5.] Os apoios que os governos regionais e locais fornecem aos clubes, deveriam ser canalizado, não para a aquisição de jogadores estrangeiros, mas para a criação de centros de formação de jogadores. As regras dos governos deviam ser claras para fomentar o desporto entre os jovens. Um dos expoentes máximos a nível mundial é sem dúvida a Academia Sporting/Puma, que através do seu centro de formação, viu na última década 2 jogadores com o título de melhor jogador do mundo.

[6.] A centralização da gestão e marketing da marca de cada competição/liga, com particular incidência para a gestão do merchandising e direitos TV colectivos. Esta medida é essencial para o aumento das receitas, chamando os adeptos ao jogo e fomentando o espectáculo futebol. Casos como a Champions League da UEFA e da Premier League Inglesa são exemplos máximos do sucesso desta medida.

Existem sem dúvida mais medidas que melhorariam qualquer competição desportiva e financeiramente. Apresentámos estas por achar-mos as mais importantes na actual conjuntura do futebol mundial, no entanto deixamos o desafio aos nossos leitores para que nos enviem/comentem devidamente fundamentadas, outras medidas que considerem ser uma mais valia para a criação da liga de futebol melhor. As melhores serão publicadas no próximo artigo sobre o tema.

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Comentários

7 Comentários em “As 6 medidas para a criação de uma liga fantástica”
  1. patriarca diz:

    A medida mais importante que devia ser de IMEDIATO implementada e ninguém refere, mas que é urgente que seja posta em prática é colocar nos pontos chaves das Instituições como a Arbitragem e outros organismos, pessoas responsáveis e HONESTAS. Se as Arbitragens forem ISENTAS, as pessoas confiam e vão aos Estádios, mas como isto actualmente está não é possivel, o caos está instalado. Vê-se constantemente as arbitragens fabricarem os resultados, ora isto não pode continuar, ainda ontem, num jogo em que duas Equipas do Norte deste País jogaram isso aconteceu, e os média, em vez de divulgarem essas injustiças branqueam-nas, eles têm isto tudo dominado, portanto quaisquer outras medidas que se tomem, ficam mortas á partida, pela sua NÃO eficácia. Ética, responsabilidade e honestidade, isso sim são três medidas, que postas em EXECUÇÃO dão de IMEDIATO os seus frutos. Em portugal NINGUÉM já confia no que se passa em campos. Tomem medidas para acabar com isto. Vejam com ISENÇÃO as imagens TElevisivas e depois certamente que tomam as medidas certas para os Casos certos e na altura certa. Isto assim não pode nem deve continuar.

  2. manuel ribero diz:

    estas medidas em portugal so serao aprovadas quando so houver tres clubes para competir ate ai nao ha enteresse em alterar nada que prozudique os tres grandes e 5 elemento na arbitajem tabem se despensa os que estao ja chegam e preçiso e que sejam honestos e isentos

  3. Abel Andrade diz:

    De facto, algumas medidas aqui apontadas seriam importantes para a criação de uma liga mais competitiva a nível desportivo e a nível financeiro.
    Contudo, gostaria de analisar a medida proposta que respeita ao modo de participação dos clubes nos debates internos das competições. Parece-me que a implementação de um sistema de voto em que a importância do direito de voto de cada clube está condicionada pelos seus resultados desportivos do ano anterior é antagónica ao fim que se pretende alcançar que é o equilíbrio competitivo.
    Vejamos o caso do mecanismo de compensação por formação que vem previsto no Regulamento da FIFA e no Regulamento da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O objectivo deste regime é compensar financeiramente os clubes formadores e estimular esses clubes formarem cada vez mais praticantes desportivos. E com isto, o que se pretende é contribuir para diminuir as assimetrias entre clubes de grande dimensão e clubes de pequena e média dimensão.
    Pois bem, ao ser atribuído aos clubes de grande dimensão numa determinada liga um peso maior na decisão dos aspectos que regem essa liga, verificamos uma monopolização na execução dessas mesmas medidas num sistema em que os clubes de pequena e média dimensão tem uma importância diminuta.
    Por exemplo, os clubes que estão inscritos na primeira liga de futebol profissional em Portugal são 16. Desses 16, existem apenas 3 clubes de grande dimensão, Sport Lisboa e Benfica, Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto. Seria muito pouco democrata se estes 3 clubes, que constituem um pouco mais do que 5% dos clubes que participam nessa liga, detivessem uma participação maior na discussão do futebol em Portugal em detrimento dos outros clubes da primeira liga em que sua participação corresponde cerca de 80%.
    É por isso que defendo que esta medida é um passo atrás para se alcançar a finalidade que verdadeiramente se pretende.
    No meu entender, a solução mais justa para se alcançar um equilíbrio cada vez maior entre os clubes desportivos será atribuir uma importância cada vez mais igualitária na decisões internas das suas ligas.

  4. Caro Abel Andrade, compreendemos as suas preocupações e concordamos plenamente com o seu último paragrafo. A intenção desta 2ª medida tem exactamente essa função, daí a nossa referência ao sistema da Premier League. Ex: se o nº de votos de cada clube for distribuído da seguinte forma: 1º class. 16 votos, 2º class. 15 votos e assim sucessivamente, os 3 grandes clubes reúnem 45 votos, enquanto os restantes 91 votos. O equilíbrio seria maior e as diferenças menores, respeitando e fomentando a igualdade de direitos entre os clubes, não deixado de dar a importância devida aos clubes de maior dimensão.

  5. Vasco Ribas diz:

    Uma medida que urge é a realização dos jogos à tarde, de forma a que as famílias voltem a ir ao Futebol. Jogos aos Domingos, às 19h, ou às 21h, não fazem qualquer sentido. Mesmo com o argumento de que se trata de Prime Time (onde as receitas de publicidade são mais altas), não estou a ver as pessoas, que não se desloquem ao Estádio, a deixarem de ver um jogo pela televisão, só por este ocorrer às 16h. Teriam com certeza uma excelente audiência. Não é pelo aumento de pessoas no Estádio que as Televisões perdem audiência! O problema é que os Clubes estão agarrados a contratos que não lhes permite decidir a hora do seu próprio jogo. Veja-se o caso de Inglaterra: aproveita o Prime Time do Oriente (nomeadamente Japão), pelas 12h/13h de Inglaterra, não deixando de encher estádios e de estarem os PUB’s apinhados de adeptos a ver o jogo.

  6. g kone-lebouet diz:

    j ai besoin aide pour creer un club de football

  7. Artur Castro diz:

    Sinceramente os clubes em Portugal estão falidos, só em 3 anos vemos o histórico boavista a cair, setubal e estrela outros históricos da 1ªliga a não terem dinheiro para pagar aos seus atletas, direitos televisivos são uma vergonha, o espectáculo que existe é outra vergonha, arbitragem é mais falada que o próprio jogo em si, não há maneira dos adeptos irem aos estádios.

    Sinceramante porque não se adopta a estratégia que existe na Suiça? 10 clubes a 4 voltas? Não será muito mais rentável? Havia mais espectáculo, mais receita, mais % de estádios cheios, mais patrocionadores, mais direitos televisivos, acho que não temos dimensão para ter uma liga profissional quanto mais duas..

Comentários

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